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"A sociedade que aceita qualquer jornalismo não merece jornalismo melhor." ALBERTO DINES


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quinta-feira, 7 de julho de 2011

Um microfone, uma história e muitas risadas

Carlos Fetter, Julian Peglow, Pamela Mendes e Pedro Henrique Diemer


O público brasileiro mudou, o perfil dos humoristas também. Uma nova escola de comédia está mudando o Brasil e revolucionando a procura por espetáculos de teatro e programas de televisão. O nome dela: Stand-up comedy.
Essa modalidade de comédia surgiu nos Estados Unidos no final dos anos 50 e decorrer dos 60 em bares e casas noturnas. No princípio, o número de comédia apenas abria um show de música, mas ganhando popularidade tornou-se o show principal.
Os números de stand-up são sempre muito simples, apenas um comediante, um microfone e uma cortina escura atrás dele. O humorista se apresenta geralmente em pé (daí o termo 'stand up'), sem acessórios, cenários e caracterização de personagem. Diferencia-se de um monólogo tradicional pela interação com o público, sempre em tom de conversa.
Para Rafinha Bastos, um dos mais influentes homens da atual comédia brasileira, o artista deve subir no palco desarmado, despido de personagem e apresentar suas idéias a respeito do mundo. “Stand-up é comédia de cara limpa, não adianta nada passar semanas ensaiando e na hora a plateia não reagir como o esperado. O melhor é agir por si e reagir a plateia”, afirma o humorista.



Marcelo Adnet, outro excelente representante dessa modalidade de humor, diz que “não existe um roteiro, e isso é ótimo, pois é mais autoral, o texto é nosso, é uma coisa que não acontece na televisão”.




 “O mais interessante na comédia em pé é que ela é simplesmente engraçada, sem necessidade de caretas ou figurinos extravagantes para fazer rir” defende o fã Yuri Fagundes, estudante de 18 anos.
Um fator decisivo na expansão desse movimento artístico foi a difusão que a internet permitiu. Yuri diz que conheceu a maioria dos grupos de stand-up comedy pelo Youtube por indicação de amigos em redes sociais. “Hoje posso dizer que conheço todos os principais clubes do Brasil e alguns dos Estados Unidos, graças à internet” comenta o estudante.


sexta-feira, 13 de maio de 2011

Youtube: a inteligência incontrolável

Alex Pires, Julian Peglow, Pâmela Mendes e Pedro Henrique Diemer

         O Youtube é o destino preferido dos internautas que procuram conteúdo em audiovisual.  O site regula, diariamente, no mínimo 100 milhões de acessos e é o site líder no setor de compartilhamento de vídeos. Com a multidão que acessa a rede, torna-se visível a procura por informações sobre diversos assuntos e, mais do que isso, sobre opiniões. Mas o que tornou o Youtube um fenômeno de popularidade tão grande?

           De acordo com Célia Quico, docente na Universidade Lusófona e doutoranda em Ciências da Comunicação, em entrevista ao site publico.pt, são vários os motivos que estão na base do sucesso: "A popularidade dos blogues (onde os vídeos podem ser exibidos), a facilidade em produzir e partilhar conteúdos digitais, a possibilidade de comentar e votar, o acesso permanente aos conteúdos e ainda as diferentes formas de pesquisa.”

               E o que pensam os usuários? Para o estudante do ensino médio, Joaquim Pena, de 17 anos, usar o site já é hábito do seu dia-a-dia. “A primeira coisa que faço quando ligo o computador é entrar no Youtube. Embora eu não compartilhe vídeos lá, sempre posto comentários sobre o que achei do que vi”. Já Mariana Godoy, estudante do curso de Cinema e Animação, de 21 anos, diz que utiliza esse gigantesco arquivo como ferramenta de divulgação de seu trabalho, e posta regularmente seus curtas-metragens. “É a página mais fantástica já criada para mostrar o que fazemos. Antes do Youtube, quando e onde eu poderia fazer meu trabalho ser reconhecido?”, comenta.

             Por outro lado, com tanta interatividade ocorrem certos conflitos de interesse. Devido à liberdade, existem usuários que postam materiais com conteúdo impróprio ou que não respeitam políticas de direitos autorais. Mesmo existindo ferramentas como denúncia, ainda assim, alguns materiais conseguem se manter na rede, poluindo essa ferramenta, mostrando cenas de violência, preconceito e outras formas indesejadas de manifestação via web.

              Mais do que um simples site de vídeos, o Youtube se torna um exemplo de sucesso no uso da interatividade. Em uma época onde a busca incessante por informações e atualidades se mantém constante, as redes sociais ainda têm muito espaço para se desenvolver e evoluir. Cabe a nós usar a internet de forma inteligente e produtiva.