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domingo, 10 de julho de 2011

A febre das compras coletivas

Camila Faraco e Vanessa Müller

           Os sites de compras coletivas surgiram em 2010 e rapidamente se tornaram uma febre que modificou a  maneira do brasileiro de se comportar em relação às compras pela internet. O movimento se revelou um dos mais intensos da internet nos últimos tempos, e os consumidores brasileiros não ficaram pra trás nessa novidade.
           O sistema parecia tão simples que logo vários sites apareceram e transformaram esse modelo de negócio no fenômeno virtual de 2010. Em dezembro, já havia mais de 400 sites de compras coletivas em funcionamento – ou em fase de implantação – no Brasil.

O segredo do sucesso: compra em larga 
escala a preço praticamente de custo
 
        O primeiro site desse porte foi o Groupon, fundado pelo jovem americano Andrew Mason (foto). Devido ao estrondoso sucesso, foram surgindo ao redor do mundo sites similares ao inicial, revelando que há mercado de sobra para a compra on-line a grandes descontos. Esse gigante americano ainda não aportou em Pelotas, mas há indícios que em seguida irá penetrar no mercado do sul.

        No Brasil, o Peixe Urbano foi o pioneiro nesse conceito, e de certa forma explicou ao público como a novidade funcionava. A adesão no início foi modesta, mas a força da proposta e capacidade de comunicação tratou de convencer o público que era uma boa opção de compra online. A presença na mídia de um dos sócios-proprietários do Peixe também ajudou: ninguém menos do que o apresentador Luciano Huck. 

        Em Pelotas, estima-se que existam cerca de nove sites de compras coletivas em funcionamento. O proprietário do “De Olho Vivo.com”, Pedro Firpo, afirma que não há espaço na região para tantos sites desse estilo.

“Acredito que irão permanecer apenas os que contêm qualidade de ofertas, comprometimento com o cliente e agilidade em informação. Pelotas comporta no máximo dois portais de vendas coletivas, não só pela demanda, mas também pela baixa variedade de comércio”, frisou o jovem empresário.

        A estudante de Design Gráfico da Universidade Federal de Pelotas, Mariana Barbieri, é uma dos milhares de usuários que verificam diariamente as ofertas que estão no ar. Segundo ela, que já comprou de escova progressiva à caixinha de cupcakes, as promoções atraem principalmente pelo preço: “Acabo adquirindo coisas que geralmente não compraria a primeira instância pelo valor muito alto”.

        Por outro lado, a empresária Patrícia Gonçalves, dona do restaurante Intervalo e participante da promoção de prato de Filé a Parmeggiana (foto) pela metade do preço, acredita que a maior vantagem de participar desse tipo de comércio é a divulgação da marca.
“Nesse caso, não obtivemos lucro com a venda, que chegou a quase 500 pratos vendidos. O que nos surpreendeu foi a quantidade de novos clientes que conseguimos fidelizar, que ficaram conhecendo o meu restaurante através do site. Com certeza vale a pena pra mim como comerciante, pois tenho visibilidade e giro de clientela.”


        Como toda novidade, essa febre pode ser passageira. Ao que tudo indica, as compras online vieram para ficar. Os números em vendas estão aí para comprovar. O que resta saber é se o mercado agüenta a demanda de tantos sites ao mesmo tempo, sugando promoções e saturando o comércio. Com breve ou longo tempo de duração, os consumidores aproveitam os super descontos, e os empresários atingem ampla divulgação, adquirindo novos clientes.
    
Vida longa às compras coletivas!

Para saber mais sobre as compras coletivas em Pelotas, assista reportagem da RBS sobre o assunto através do link:

Passo-a-passo das compras coletivas:

1º - Um empresário expõe seu produto a um site com no mínimo 50% de desconto.
2º - A divulgação da promoção é feita através de envio de e-mails aos clientes cadastrados e de amplo trabalho pelas redes sociais: Orkut, Facebook e Twitter.
3º - O consumidor adquire o produto através da venda online, por cartão de crédito, transferência bancária ou boleto.
4º - Validada a promoção, o participante leva consigo o número verificador (sinalizando a compra efetuada) e aproveita as vantagens que adquiriu.

Por trás da compras:
1)   Os portais como o Peixe Urbano entram no processo através da procura por parceiros, divulgação da marca e gerenciamento das vendas. O custo do cartão de crédito (que chega a custar 12% do valor da compra) também é custeado pelo site.
2)   Os sites cobram em média de 20 a 50% do valor lucrado em cima das vendas.
3)   As empresas não entram com valor concreto na hora de pôr ao ar uma oferta: elas recebem conforme a venda dos produtos e serviços. Se houver venda zero, a empresa não lucrou nada mas também não deve nada ao site.

Conheça alguns sites de compras coletivas em Pelotas:

Lazer ao ar livre


Camila Faraco e Vanessa Müller

Observa-se em Porto Alegre uma cultura que, apesar de ser vista em todo o Rio Grande do Sul, tem sua marca muito forte na capital. Ir às praças e parques é considerada a principal forma de descontração da maioria dos porto-alegrenses.

Mãe e filha passeiam em praça da capital
 
Segundo a Secretaria Municipal do Meio Ambiente (Smam), existem 582 praças urbanizas na cidade de Porto Alegre. Talvez essa enorme quantidade de praças, explique o porquê de um dos lazeres preferidos dos moradores da capital seja frequentá-las sempre que podem.

Existe inclusive o programa Adote uma Praça. Para saber mais acesse:

Com um chimarrão na mão e a companhia de alguns amigos, muitos procuram as áreas com espaços ao ar livre para relaxar da correria do dia-a-dia. O chimarrão é o símbolo da confraternização gaúcha, e é exatamente isso que os porto-alegrenses buscam. Conhecer pessoas, fazer rodas de música, levar os cachorros para passear ou fazer exercícios são algumas das atividades mais comuns praticadas.
        Para Rafael Müller, 17 anos, Pedro Sclovisky, 19, e João Pedro, 20, ir para uma praça conversar com os amigos e tomar chimarrão é uma forma de descontrair. Pedro contou que sempre trás o violão, os amigos sentam na grama e ficam tocando e cantando. Eles moram perto da Praça Professor Leonardo Macedônia, no bairro Boa Vista. Ter várias opções de praças na cidade acaba fazendo com que eles prefiram estes lugares a shoppings.


Pedro, Rafael e João Pedro
 
“Nós moramos perto da praça, por isso, freqüentamos bastante. Mas também gostamos de ir ao Parque Farroupilha”, comentou Rafael.
 
        Luiza Mota, 19 anos, estudante do curso de direito da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC/RS), vai quase todos os finais de semana ao Parque Moinhos de Vento, apelidado de Parcão.

Luiza no Parcão com o chimarrão


 
 “É muito gostoso. Sentamos em alguma canga, mas quando ninguém leva, sentamos na grama mesmo. Ficamos conversando até o anoitecer”, contou Luiza.








        Outro lugar que ela e seus amigos adoram é a Praça Carlos Simão Arnt, conhecida como Encol. Essa praça é popular entre os jovens. “O bom é que sempre encontro alguma amiga, então posso matar a saudade também”, revela a estudante.

·         Exercícios:

        Muitos gostam de se exercitar nestes espaços públicos. A opção de não pagar uma academia, além de apreciar uma bela paisagem, desfrutando da natureza, é uma escolha que pode ser prazerosa de se fazer. Alguns correm, a fim de tonificar o corpo, e com certeza, lugares arborizados dão mais incentivos e energia para a atividade. Outros apenas caminham, apreciando as flores e folhagens. E há também aqueles que apenas gostam de passear, lazer tranqüilo para ser feito inclusive de segunda à sexta, quando houver um espaço na agenda cada vez mais apertada da capital.

Praça Macedônia

Praça Macedônia

        Quase todas as praças têm playgrounds. Algumas têm quadras de futebol, basquete, tênis e voleibol. Também existem aquelas que oferecem pista de skate. Todas estas opções possibilitam várias práticas de desporto e recreação.

Quadras da Praça Macedônia
 
        A Praça Frederico Ballvê, localizada no bairro Higienópolis é, segundo o site “Skatista Online”, uma das maiores pistas de skate do Brasil. Os jovens, na maioria, além de andar de skate, aproveitam para se divertir e interagir com os demais skatistas. A praça também atrai vários curiosos que ficam atentos às manobras e se impressionam com a agilidade dos praticantes.

Praça Iapi – foto retirada do site Pense Skate

Skatistas voltando da Praça Iapi

 
·         Animais:

        Os porto alegrenses adoram passear e brincar com seus cachorros nas praças. Levá-los para passear é uma tarefa de quem tem animais, porém, de nenhum jeito isso é uma obrigação. Afinal, com tantos lugares bonitos e agradáveis para ir, torna-se uma missão divertida e prazerosa para os donos. 

Donos e seus cães
 
·         Confira as obrigações e deveres dos donos de animais no site: