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"A sociedade que aceita qualquer jornalismo não merece jornalismo melhor." ALBERTO DINES


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sábado, 8 de outubro de 2011

De olho no seu carro

Ânderson Largue e Márcio Furtado





A questão da implantação do estacionamento rotativo em Pelotas causa muita polêmica. O assunto gera muitas dúvidas na população. O Acadêmicos da Notícia entrevistou o superintendente de Transportes e Trânsito de Pelotas, Flávio Al Alam (foto), para esclarecer as dúvidas da população sobre o assunto. Confira a entrevista:



Acadêmicos da Notícia - Como funcionará e quando entrará em funcionamento o estacionamento rotativo?
Flávio Al Alam - O estacionamento rotativo está em fase final de elaboração do Projeto de Lei. Estava na procuradoria, voltou para a Secretaria de Segurança, Transporte e Trânsito (SSTT) para alguns ajustes e deverá voltar à procuradoria até o final deste mês para análise final. O estacionamento rotativo ZONA AZUL funcionará através de uma licitação para concessão a uma empresa privada, em que será vencedora a empresa que oferecer o maior valor de retorno percentual sobre o faturamento à prefeitura.

AN - Qual área será abrangida pelo sistema?
Flávio - A área inicial de funcionamento será do quadrilátero entre as ruas Gonçalves Chaves, Dr. Cassiano, Marechal Deodoro e Lobo da Costa, incluindo a área da Pça Cel. Pedro Osório.

AN - Em um primeiro momento, quantas vagas serão disponibilizadas?
Flávio - Nesta primeira área, o número de vagas oferecidas gira em torno de 1200.

AN - Quais serão as formas de pagamento?
Flávio - Isso faz parte da licitação. A empresa escolhe quais parquímetros utilizará e também a melhor forma de pagamento, que será através de moedas e também através da compra de cartões antecipados que a máquina retira dos créditos do cartão, escolhendo o tempo que a pessoa deseja estacionar.

AN - A prefeitura será responsável pelo monitoramento? Quantos funcionários serão envolvidos?
Flávio - A SSTT fará o monitoramento diário e provavelmente on-line do que será arrecadado pela empresa, repasses, taxa de ocupação e outras informações. A empresa deverá utilizar em torno de 100 pessoas entre todas suas atividades.

AN - Será aplicada multa? O Condutor pode perder pontos na Carteira Nacional de Habilitação (CNH)?
Flávio - Sim, será aplicada multa ao condutor que infringir a lei. A infração resultará no recolhimento do veículo, de acordo com o ART 181 do CTB, o infrator irá perder pontos na carteira.

AN - Qual o tempo máximo que a vaga poderá ser ocupada pelo mesmo veículo? Haverá tempo de tolerância para a aplicação de multa?
Flávio - O motorista terá 5 min para se deslocar até o parquímetro e efetuar a compra e a colocação no para-brisa por dentro do carro, de forma  que o fiscal o veja perfeitamente. O tempo será de no mínimo 30 min e o máximo de 2 hs. A partir disto o condutor terá que mudar o veículo de local e ele poderá ficar.

Você é a favor ou contra o estacionamento rotativo? De que forma isso irá afetar na sua atividade?

Sandro Silva Martins, gerente da loja Tevah, localizada no calçadão da rua XV de novembro

"Em relação à atividade da loja poderá beneficiar, os cliente reclamam que não tem vaga de estacionamento próximo ao estabelecimento. Com o estacionamento rotativo os veículos não vão ficar parados o dia todo, como ocorre em muitos casos, e abrirão vagas."
- Pessoalmente ele não concorda porque será mais uma taxa a ser paga.


Luiz Fuhro Souto, proprietário de estacionamento localizado em frente à Pça. Cel. Pedro Osório 

- Não é contra a implantação e acredita que não irá afetar o fluxo de veículos que utilizam o estacionamento.

Seu estabelecimento funciona 24 hs com clientes mensalistas e por hora que, segundo o Sr. Luiz, "não irão migrar para o estacionamento rotativo pela necessidade que existirá do veículo ser retirado do local após um tempo limite." 
"No estacionamento particular pago, o motorista tem comodidade e segurança, não necessitando se preocupar com o horário para retirar o veículo. [...] No estacionamento público não há a necessidade de pagar, porém há o risco de arrombamentos e assaltos, o que acredito que deverá diminuir com o estacionamento rotativo."                                                    
Cleder da Silva Albuquerque, guardador de carros que trabalha há 30 anos em frente à Prç. Cel. Pedro Osório

 

- É contra a implantação da Zona Azul porque foi informado na audiência pública que os guardadores teriam que se deslocar para outras áreas fora do perímetro do estacionamento rotativo.


Uilsom, gerente de papelaria situada na Rua Mal. Floriano 
– Não concorda.


"Alguns clientes deixarão de vir ao centro fazer compras para comprar em locais onde não há cobrança por estacionamento."

Edison Cunha, motorista

“Sou a favor do estacionamento rotativo na área central, teremos facilidade de acesso ao centro comercial da cidade, fazer uma compra, descarregar um material. Teremos mais vagas disponíveis, pois hoje as vagas são ocupadas por pessoas que trabalham no centro e ficam com seus veículos o dia inteiro estacionado e somos coagidos a dar dinheiro a um arrecadador que se diz guardador de carro. Esperamos também que a prefeitura arrecade mais, para termos melhores serviços.”
José Agnaldo, motorista

- Concorda com a implantação
 
 
"O espaço ficará mais democratizado."  

sábado, 1 de outubro de 2011

Entrevista com um dos fundadores da Moviola Filmes, Alexandre Mattos


Ânderson Largue, Ezekiel Dall'Bello, Márcio Furtado,
Matheus Rodales e Roberto Giovanaz

Alexandre Mattos/Arquivo Pessoal


Acadêmicos da Notícia - Qual a trajetória de vocês no cinema até os dias atuais?
Alexandre Mattos - Antes mesmo da criação da Moviola, já existia um movimento de cinema em Pelotas, que contava com nomes como os de Chico Maximila, Márcio Kinzeski e Mário Finardi. Mas o divisor de águas entre o que está acontecendo agora e o que existia naquela época foi a vinda à Pelotas da Cinematográfica Pampeana, com o cineasta Henrique de Freitas Lima, para produzir o documentário sobre João Simões Lopes Neto. Durante as filmagens, conheci o Mário Finardi, que trabalhava como assistente de produção do filme. Fui convidado por ele para formar uma equipe para fazer cinema em Pelotas. Foi então que surgiu a Público Cinema, em 2006. No ano seguinte nascia a “Moviola”.

AN - Qual foi o primeiro trabalho da Moviola?
Alexandre - O primeiro trabalho realizado por nós foi o curta-metragem Katanga's Bar.

AN - Como surgiu a ideia de fazer o filme “O Liberdade”?
Alexandre - O Liberdade era um desejo antigo da Daniela Pinheiro e da Cíntia Langie, que tiveram a ideia de documentar as histórias que ocorrem no bar.

AN - Sob qual enfoque o filme foi projetado?
Alexandre - Não existe um enfoque único. Tudo depende da perspectiva de quem assiste ao filme.

AN - Na sua opinião, qual mensagem o documentário passa ao espectador?
Alexandre - O documentário possui muita poesia. Quem assiste pode notar que o filme fala sobre paixão, o amor, a vida e a música. Essas são apenas algumas das mensagens do filme.

AN - O documentário teve algum apoio que possibilitasse sua realização?
Alexandre - Sim, o documentário foi contemplado no edital da ProCultura de 2010, o que possibilitou um recurso de 23 mil reais para a realização do filme.

AN - Quais são os sonhos da produtora Moviola?
Alexandre - Um dos nossos sonhos é poder remunerar de forma digna todos os profissionais que participam de nossos projetos. Temos poucos recursos para oferecer aos colaboradores. As pessoas trabalham conosco por amor ao cinema.

AN - Como funciona a parceria com a UFPel?
Alexandre - A parceria com a UFPel ocorre desde a fundação da Moviola. O mais legal dessa parceria é que os alunos do curso de cinema podem estagiar junto conosco atuando na produção ou na assistência dos nossos filmes.

Filme “O Liberdade” será lançado dia 6 de outubro


Longa-metragem busca desvendar os segredos do bar que há quase quatro décadas encanta os apaixonados pelo choro

Ânderson Largue, Ezekiel Dall'Bello, Márcio Furtado,
Matheus Rodales e Roberto Giovanaz

 
        “O Liberdade”, primeiro longa-metragem produzido pela Moviola Filmes, está com estreia marcada para o dia 6 de outubro, às 20h no Theatro Guarany. O documentário procura investigar os segredos do bar Liberdade, com sua história de quase quatro décadas e os diferentes “causos” de seus frequentadores.
        Gravado durante os meses de março e abril em Pelotas, o documentário não mostra só o que ocorre nas quatro paredes do bar, mas também sai em busca de novos cenários. O longa é obra da Moviola Filmes, produtora que nasceu em 2007 após a junção de um grupo de pessoas que tem em comum a paixão pelo cinema.
        O filme teve locações em diferentes pontos da cidade, como o Theatro Guarany e o Arroio Pelotas. Além de mostrar os tradicionais nomes da casa, como Avendano Jr. e Milton da Costa Alves, o filme conta com as participações especiais do músico pelotense Vitor Ramil, Sonia Porto, dentre outros.
        O sonho de realizar um longa-metragem já era antigo, mas a produtora não esperava lançar o projeto tão cedo. A ideia era produzir mais curtas, para depois partir para um longa-metragem. Entretanto, após o estrondoso sucesso do curta-metragem Marcovaldo, o “projeto Liberdade” saiu do papel.
        A ideia de transformar em documentário o que ocorre no bar Liberdade surgiu em 2008, idealizado por Cíntia Langie e Daniela Pinheiro, que há muitos anos frequentam o local. No mesmo ano a equipe foi montada e solicitou-se uma autorização ao dono do bar. Após a aprovação, as gravações tiveram o seu início.
        Contudo, a qualidade do material produzido ficou abaixo das expectativas dos produtores, o que acabou adiando o projeto. A equipe sabia que transpor a alma do Liberdade não seria tarefa simples, mas o sonho de realizar um filme sobre o bar não se perdeu.
        Foi então que em 2010 criou-se em Pelotas um Fundo Municipal de Cultura. Após um debate com toda a equipe ficou decidido que o documentário seria cadastrado no ProCultura de Pelotas. O projeto acabou sendo aprovado, o que possibilitou o financiamento do filme.
        As primeiras filmagens de 2008 foram descartadas, mas acabaram sendo de grande utilidade para o amadurecimento do projeto. Com um novo roteiro e novas locações, no mês de março de 2011 começaram as filmagens do novo projeto. O longa-metragem foi pensado inicialmente para ser um curta, mas devido à grande quantidade de imagens e de histórias transformou-se em um documentário de 1 hora e 11 minutos, que busca retratar a paixão pela música.
        O filme está em fase de finalização. O espetáculo tem entrada franca, porém pode ser doado, de maneira espontânea, um quilo de alimento não perecível, que posteriormente será repassado a projetos assistenciais.

Assista ao trailer do Filme:

 

domingo, 3 de julho de 2011

Futebol de mesa em Pelotas

Ânderson Largue e Márcio Furtado


O futebol de campo é o principal esporte do Brasil, uma paixão nacional. No futebol de mesa, não é diferente. Ele continua sendo praticado de geração em geração por jogadores apaixonados.
      O futmesa é o sucessor do futebol de botões. Ele tem suas particularidades, com algumas regras semelhantes ao futebol tradicional e outras específicas.



As associações são orientadas pela Federação Brasileira de Futebol de Mesa (FBFM). No Rio Grande do Sul é a Federação Gaúcha de Futebol de Mesa que representa as entidades do estado.
Aqui em Pelotas temos três entidades desportivas: a Academia de Futebol de Mesa (AFM), o Circulo Operário Pelotense (COP) e a Associação Pelotense de Futebol de Mesa (APFM). Jovens e adultos participam em suas categorias na cidade, no estado e no Brasil, chegando até mesmo a campeonatos internacionais.

Associação Pelotense de Futebol de Mesa - APFM

Estivemos no 3º andar do Clube Caixeiral, local da sede da APFM, para conhecer um pouco mais deste esporte e da associação, que foi fundada em 30 de maio de 1975.
Mais informações no blog da associação.